King Kong, a carta de amor a um género (quase) perdido

king_kong_ver5Anne Darrow, uma actriz desiludida pensa ter encontrado a sua grande oportunidade quando um ambicioso realizador oferece-lhe um papel irrecusável. No entanto, a equipa de produção vai parar a Skull Island, uma misteriosa ilha no meio do nada, repleta de estranhas criaturas. Anne encontra uma dessas criaturas e cria uma invulgar amizade, ao mesmo tempo que os seus colegas enfrentam vários perigos a trazer de volta.

Depois da sua trilogia The Lord of the Rings, o realizador Peter Jackson consegue levar ao cinema um projecto-paixão: o remake do filme de 1933, King Kong, de Merian C. Cooper, foi o filme que fez com que Jackson decidisse envergar pelo mundo da realização e tornou-se num projecto desejado pelo cineasta neo-zelandês. E depois do êxito estrondoso da trilogia de Tolkien, Jackson encontrou a sua oportunidade.

king_kong_2005_filmes do daniloO realizador decide criar mais um épico e, surpreendentemente, fá-lo bem. King Kong é uma aventura emocionante e ambiciosa, repleta de cenas de acção imaginativas e bem filmadas, por vezes caindo no exagero mas sem cansativo. Aliás, por mais exageradas que tais cenas sejam, o ritmo e a realização de Jackson conseguem fazer dessas cenas algo de espectacular. No meio de tudo, encontramos um argumento bem escrito, onde a história é bem desenvolvida. No entanto, a parte mais importante é a relação entre Anne e Kong, algo que poderia ter caído no ridículo facilmente mas que, com a delicadeza de Jackson e o talento enorme de Naomi Watts, acaba por ser extremamente convincente e tocante.

2005_king_kong_001Um dos grandes trunfos do filme é Watts. A actriz cria uma Anne Darrow triste e desiludida e entrega-se de corpo e alma à personagem. Para além de Watts, encontramos Adrien Brody, quefaz bem o seu papel, e Jack Black, uma escolha invulgar mas que acaba por surpreender. No papel de Kong temos Andy Serkis, o actor que fez de Gollum em The Lord of the Rings e Ceasar no último Planet of the Apes, um actor já perito em representação stop-motion e que consegue aqui mais um trabalho exemplar.

365624_originalPeter Jackson faz desta sua versão de King Kong um verdadeiro espectáculo de aventura, algo cada vez mais raro nos dias de hoje. Para além disso, demonstra o carinho e amor que tem pelo filme original, fazendo deste seu filme isso mesmo: uma carta de amor ao clássico de 1933 e, muito possivelmente, um remake em tudo superior ao original.

Trailer:

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