“I’m All Ears” – O Apogeu de Lungren (Heróis de Acção)

220px-ShowdownDepois de Dark Angel, o actor sueco participa em Cover Up (ou Operação Outubro Negro), um thriller que o reúne com Louis Gosset Jr., com quem já havia contracenado em The Punisher. No mesmo ano de 1991, a Warner Bros. estreia Showdown in Little Tokyo, realizado por Mark L. Lester (Commando) e que junta Lundgren com Brandon Lee, filho do lendário Bruce Lee. O resultado culmina num dos mais conhecidos filmes do actor, apesar de ser mal tratado pelo estúdio na altura: o filme foi mutilado na sala de montagem, acabando com uma duração de 76 minutos, onde muito do desenvolvimento da história foi deixado de lado para dar mais tempo de antena a Lee e à sua parceira com a personagem de Lundgren. Como tal, a Warner decide estrear o filme de forma limitada, acabando por não obter lucro com o filme. Em muitos países vai directamente para o mercado de video.

universal_soldier_ver1Estamos agora em 1992. O alemão Roland Emmerich (que viria a realizar Independence Day uns anos mais tarde) realiza Universal Soldier, filme de acção com toques de Ficção Científica onde dois soldados do Vietnam são mortos num conflito. Anos mais tarde, são ambos usados como máquinas imparáveis contra o terrorismo. O problema surge quando as suas memórias começam a regressar, colocando os dois soldados numa rota de colisão. Para dar vida aos dois soldados, Emmerich recorre a Lundgren e a outro herói de acção que se encontrava no auge: Jean-Claude Van Damme, o actor belga que conheceu o estrelato como clássicos como Bloodsport, Cyborg e Kickboxer.

Van Damme era, na altura, uma estrela maior que Lundgren. No entanto, ambos tinham um enorme seguimento por parte dos fãs do cinema de acção. Como tal, este Universal Soldier torna-se numa espécie de evento do ano para tal público: duas das estrelas de acção mais musculadas e populares do momento um contra o outro! O resultado é um sucesso comercial que coloca Van Damme como o herói e Lundgren como o vilão de serviço, um soldado psicopata que muitos consideram ser o melhor trabalho do actor louro.

l_106309_7ef248ccNo ano seguinte, Lundgren prossegue o seu caminho com Joshua Tree, que marca a estreia na realização do veterano duplo e coordenador Vic Armstrong. Aqui temos a história dum prisioneiro que foge da polícia, numa corrida para provar a sua inocência enquanto tenta encontrar o responsável pela morte do seu amigo. Pelo meio apanha uma refém que revela ser uma polícia.

Joshua Tree entra na categoria de grandes clássicos de Lundgren. O filme, apesar da sua premissa e realização fracas, acaba por ter boas cenas de acção e faz parte do grupo de filmes onde os maus da fita dançam que nem loucos ao serem alvejados múltiplas vezes. Lundgren é o protagonista burro mas quase invencível que enfrenta um George Seagal over-the-top e em modo vilão. Armstrong citou algumas das influências para o seu Joshua Tree (ou Army of One, para não se confundido com o albúm dos U2): Raoul Walsh, Sam Peckinpah e o seu The Getaway, John Woo e Electra Glide in Blue. Apesar do impacto que o filme tem nos fãs de Lundgren, começa-se aqui a cimentar o seu longo percurso no mercado de video.

A seguir: Jonny McNemonic; The Shooter; Silent Trigger.

Trailers:

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