Heróis de Acção – Dwyane ‘The Rock’ Johnson

003_scorpion_king_red_doublesidedComeçou a sua carreira nos ringues da luta livre americana, tornando-se numa das maiores estrelas da WWE. Devido à sua popularidade, as portas para o mundo do cinema são abertas, fazendo a sua estreia cinematográfica em The Mummy Returns, como um dos vilões de serviço, The Scorpion King. Com o sucesso do filme, Dwayne ‘The Rock’ Johnson ganha o seu primeiro filme como protagonista: The Scorpion King (2002), um spin-off dos filmes da saga The Mummy. Devido a essa ligação, o filme é um sucesso comercial, começando assim uma carreira rentável como actor

220px-The_Rundown_MovieCom o seu primeiro filme como protagonista a ser um êxito, The Rock continua no cinema. Em 2003 estreia The Rundown, uma comédia de acção onde partilha o protagonismo com Seann William Scott (American Pie). O filme realizado por Peter Berg consegue ganhar algum apoio por parte da crítica e torna-se num pequeno sucesso comercial. Pelo meio, temos direito a um cameo de Arnold Schwarzenegger (na altura governador da California), numa pequena cena que podemos considerar como uma espécie de passagem da tocha. No ano seguinte, temos o remake de Walking Tall, onde contracena com Johnny Knoxville, onde o actor tem de lutar contra um homem poderoso  numa pequena cidade. Novamente, o filme é um pequeno sucesso comercial.

Em 2005, Dwayne Johnson colabora em dois projectos distintos Dá os seus primeiros passos na comédia com Be Cool, sequela do filme Get Shorty. Protagonizado por John Travolta e Uma Thurman, quem consegue roubar as atenções é Johnson, ao revelar talento cómico. Apesar disso, o filme é um pequeno fracasso e não encontra o apoio da crítica. Ainda no mesmo ano, participa em Doom, adaptação do popular jogo de video. Johnson tem aqui um papel mais secundário, dando o protagonismo a Karl Urban. O filme é um fracasso comercial e crítico. Em 2006 protagoniza o drama desportivo Gridiron Gang. Novamente, é um pequeno sucesso comercial e a crítica elogia o trabalho do actor.

Southland-TalesEstamos em 2007. Johnson participa no novo trabalho de Richard Kelly, argumentista e realizador de um dos maiores filmes de culto dos últimos anos, Donnie Darko. Devido a ta obra, as expectativas eram enormes. No elenco temos ainda nomes como Sarah Michelle Gellar, Seann William Scott e Justin Timberlake. O filme tem estreia mundial no Festival de Cannes e a recepção é das piores. Isso leva a que o filme sofra cortes e se mantenha afastado dos ecrãs de cinema durante longos meses. Quando estreia, numa versão mais curta, o filme de ficção científica continua a não encontrar o apoio da crítica e é visto por muito pouca gente. O filme é Southland Tales e poderá tornar-se num futuro objecto de culto. Ainda no mesmo ano, decide mudar de rumo e partir para as comédias para a família com The Game Plan, filme da Disney ambientado no mundo do futebol americano. Torna-se num dos projectos mais rentáveis do actor até à altura.

No ano seguinte Johnson continua na comédia com Get Smart. Desta vez tem um papel secundário, dando o protagonismo a Steve Carell e Anne Hathaway. O filme é um dos grandes êxitos do Verão. Volta ainda a colaborar com a Disney com Race to the Witch Mountain, uma aventura de ficção científica para a família que consegue resultados modestos nas bilheteiras. Em 2010 volta às comédias para a família com o mal recebido The Tooth Fairy. No entanto, tem um pequeno papel em The Other Guys, filme protagonizado por Will Ferrel e Mark Whalberg e que se torna numa das comédias do ano.

Está na hora de regressar ao cinema de acção. Tal regresso é marcado com Faster, filme que, apesar de dividir a crítica, não consegue grandes resultados comerciais. Apesar disso, o regresso de Dwyane Johnson ao género que o lançou conseguiu agradar aos fãs e preparou os mesmos para o que estava prestes a chegar, já no ano seguinte.

MV5BMTUxNTk5MTE0OF5BMl5BanBnXkFtZTcwMjA2NzY3NA@@._V1_SX640_SY720_A saga Fast and Furious tinha começado com filmes de acção ambientados no mundo das corridas de carros ilegais. Depois da estreia protagonizada por Vin Diesel e Paul Walker ser um inesperado êxito comercial, a saga deixou Diesel e seguiu apenas Walker por um único capítulo. No terceiro filme, muda-se a acção para Tóquio e tem-se direito a um cameo de Diesel. No entanto, o filme é um fracasso e a saga parece destinada aos direct to video. No entanto, para um quarto capítulo decide-se reunir o elenco original e torna-se no maior êxito da saga. Para elevar as coisas, os produtores decidem reinventar a saga e torná-la em simples filmes de acção, deixando a lógica de lado e apelando a cenas de acção exageradas. Para além disso, decidem ainda chamar Dwayne Johnson para caçar as personagens fugitivas interpretadas pelos regressados Diesel e Walker. O resultado é um sucesso estrondoso tanto nos Estados Unidos como a nível internacional, fazendo do quinto capítulo o caso raro de ser o mais rentável da saga. Junta-se ao sucesso um inesperado apoio por parte da crítica. The Rock fica começa ainda a ganhar a reputação de ser o “salva-sagas”. Para ajudar a aumentar tal reputação temos Journey 2: The Misterious Island, sequela dos filme de aventura protagonizado por Brendan Fraser. O filme, dirigido para as famílias, é mais um sucesso de bilheteira e crítico.

MV5BNTM4MTYzNjA3Nl5BMl5BanBnXkFtZTcwMzcyNDA5OA@@._V1_SX640_SY720_Em 2013, Johnson tem um ano recheado de sucessos. Começa com o thriller dramático Snitch, onde serve de protagonista. O filme é um êxito razoável e dá ao actor algumas dos melhores melhores elogios, devido ao lado dramático que demonstra. Um pouco depois estreia G.I. Joe: Retaliation, sequela do filme protagonizado por Channing Tatum que aqui fica reduzido a apenas alguns minutos iniciais. Johnson torna-se num dos protagonistas e continua a usar a sua reputação de “salva-sagas”, com um sucesso comercial inesperado, especialmente depois de ter sido adiado um mês antes da sua estreia, prevista para o final de Junho de 2012. Johnson contracena ainda com Bruce Willis, aqui num registo mais secundário. Apesar do sucesso de bilheteira, o filme é mal recebido pela crítica. Depois temos Pain & Gain, comédia negra realizada por Michael Bay, onde contracena com Mark Whalberg. Os actores conseguem alguns elogios pelos seus trabalhos e a obra acaba por ser considerada como uma das melhores do realizador, saindo um pouco do mundo dos filmes de grande orçamento e cheios de efeitos computorizados. Segue-se então Fast & Furious 6, que segue o caminho deixado pelo seu antecessor e torna-se em mais um producto de acção desmiolado cujo único propósito é entreter e vender grandes quantidades de bilhetes. Continua a tendência e torna-se no maior filme da saga e é também um sucesso crítico. No meio de tantos projectos bem sucedidos, encontramos Empire State, um thriller dramático protagonizado por Liam Hermsworth, Emma Roberts e por Johnson que, com tanta estreia nas salas, acaba por estrear apenas em DVD e em VOD (teve estreia em sala em Portugal).

No ano seguinte, junta-se a Brett Ratner para dar nova vida a Hercules, naquele que seria o segundo filme do ano dedicado à personagem. Apesar dos resultados superiores a nível comercial e crítico, em que é considerado um bom filme de entretenimento, o filme não consegue ser um grande êxito de bilheteira, muito devido ao seu orçamento elevado e ao material pouco apelativo.

217249Chegamos ao ano corrente, 2015. Johnson estreia Furious 7 e este torna-se no maior sucesso da saga (a nível de bilheteira e de crítica), muito devido à morte de Paul Walker. O filme estreia com mais de 140 milhões nos Estados Unidos, chegando a um resultado final acima dos 350 milhões de Dólares. A nível mundial, torna-se no terceiro filme da história a passar a barreira de 1 Bilião de dólares excluindo o mercado americano e torna.se no quarto maior sucesso de sempre (até ao momento e sem ajustar a moeda). Para além de contar com o regresso de quase todo o elenco, juntam-se à saga Jason Statham (como o vilão) e o grande Kurt Russell. Um pouco depois estreia o drama San Andreas, filme catástrofe que consegue melhor estreia do actor a solo e rapidamente passa a barreira dos 100 milhões no mercado americano. Para além disso, consegue críticas satisfatórias.

O futuro parece promissor para o actor, já com lugar garantido na próxima sequela de Fast & Furious e com mais projectos pela frente, um dos quais um projecto com a DC Comics. Dwayne The Rock Johnson conseguiu largar a imagem de lutador de luta livre, conseguindo, através do seu carisma, tornar-se na maior estrela saída desse meio e, ainda numa das maiores estrelas de acção de sempre.

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