La La Land

Mia anda por Los Angeles com um sonho: tornar-se actriz. No seu percurso conhece Sebastian, um pianista fanático por Jazz que pretende abrir o seu próprio clube. Juntos tentam alcançar os seus sonhos, enquanto se apaixonam.

Realizado por Damien Chazelle (realizador do fabuloso Whiplash), La La Land é uma comédia dramática e musical e o favorito na corrida aos Óscares deste ano (vai com 14 nomeações). Chazelle traz-nos um musical que homenageia os tempos aureos do género, ao mesno tempo que se torna num daqueles filmes que já não se encontram hoje em dia: na sua homenagem sincera, torna-se também num musical á antiga, respeitando e conhecendo a linguagem deste género. La La Land acaba por ser uma obra que apela à nostalgia mas que apenas lhe fica bem, servindo de ponto a seu favor. Mesmo com uma narrativa simples (talvez propositado, sendo mais uma forma de homenagear o musical), Chazelle tem aqui um trabalho perfeito em todos os aspectos, especialmente a nível técnico, com os seus cenários e fotografia, acabando no par de protagonistas e nos muito bem elaborados números musicais, números esses raros de encontrar no cinema de hoje.

Quanto aos protagonistas, temos Emma Stone como Mia e Ryan Gosling como Sebastian, dois sonhadores numa terra perita em destruir sonhos. Stone rouba todas as cenas em que aparece, talvez no seu melhor trabalho até ao momento e muito encaminhada para um merecido Óscar (a sua maior concorrente é Isabelle Hupert em Elle). Quanto a Gosling, tem uma personagem menos forte que a de Stone mas com a qual trabalha muito bem (a sua nomeação é merecida). E são os dois actores aue dão ainda mais vida a La La Land, com a sua dedicação às personagens.

La La Land começa em força, com um elaborado número musical todo em plano sequência e nunca abranda desde então, mesmo quando muda de rumo a meio do filme, tornando-se menos musical e mais anti-romance (um pouco como New York New York, de Martin Scorsese). Chazelle tem aqui uma segunda obra de grande qualidade, que merece as nomeações que tem e que é uma carta de amor tanto ao cinema musical como ao Jazz e a Los Angeles. Um cinema sonhador e que é raro de ver nos dias de hoje, foi o que Chazelle nos trouxe. Um dos melhores do ano (e não só).

Trailer:

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