Resident Evil: The Final Chapter

Resident Evil foi um daqueles jogos que revolucionou a indústria nos anos 90, num survival horror cheio de tensão e suspense, naquela que era uma genuína homenagem a Night of the Living Dead, de George A. Romero. Com um sucesso tão grande, era apenas uma questão dectempo até que Hollywood decidisse levar o jogo ao cinema. Assim foi em 2001, pelas mãos do péssimo Paul W.S. Anderson e com Milla Jovovich como protagonista, numa adaptação que deixa o suspense e o terror para trás e dá espaço à acção muito inspirada em The Matrix. E agora chega-nos este sexto capítulo da saga, intitulado de The Final Chapter. Anderson e Jovovich regressam, naquela que é uma das sagas mais problemáticas a nível de continuidade.

Há muito que deixei de tentar seguir a atalhoada e exagerada história que para aqui arranjaram. Alice, a protagonista, já teve clones, super-poderes, morreu, voltou… Mas, sejamos sinceros, apesar das tentativas de Anderson, a versão cinematográfica de Resident Evil há muito que deixou de ser algo a seguir devido à sua narrativa mas sim devido ao eu potencial nível de entretenimento. Mesmo assim, quando o realizador britânico está envolvido, entretenimento é um conceito difícil de encontrar, salvo raras excepções (Soldier, com Kurt Russell). Portanto, apesar de não ter expectativa alguma e não ser grande fã da saga, decidi dar uma espreitadela a este suposto último filme.

Apesar de vir com a reputação de ser a melhor das sequelas, The Final Chapter é um interminável filme de acção com, onde esta não pára, deixando pouco espaço para contar a sua história. Assim, temos acção a cada minuto de filme, talvez tentando recriar o que Mad Max:Fury Road tão bem fez. Mas Anderson não é nenhum George Miller e as cenas de acção são exageradas, artificiais e básicas. Jovovich aqui continua por ser casada com o realizador e, mesmo assim, continua a ser o melhor da saga.

Resident Evil: The Final Chapter até pode ser a melhor das sequelas mas isso não é dizer muito, considerando que falamos de Resident Evil. Deixa a história de lado e centra-se apenas nos momentos de acção, algo que agrada aos fãs. Mesmo com um certo valor de entretenimento, este último filme reflete aquilo que a saga é: acção desmiolada com uma história sem qualquer nexo. Venha um reboot para ver se a coisa melhora…

Trailer:

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