Especial Fast and Furious (1 a 7)

Velocidade Furiosa


Bryan é um agente do FBI que tem como missão infiltrar-se no grupo de Dominic Toretto, uma espécie de lenda das corridas ilegais e que é suspeito de liderar um grupo de assaltantes. No entanto, Bryan começa a criar uma forte amizade com Dom, o que dificulta o seu trabalho.
Realizado por Rob Cohen (Pânico no Túnel; XxX – Missão Radical), Velocidade Furiosa é um filme de acção simples, sem grandes pretensões e que se passa no submundo do tuning e das corridas ilegais. Cohen pega num argumento básico e bastante inspirado em Ruptura Explosiva (de Kathryn Bigelow) e traz-nos uma obra de acção longe de brilhante mas competente quanto baste.

É assim que começa a saga Velocidade Furiosa, com um primeiro filme sem grandes pretensões, simples de argumento e execução, sem o recurso a efeitos especiais elaborados e caros. Pelo contrário: pouco CGI, várias cenas com duplos e carros, muitos carros, um aspecto ideal para satisfazer uma grande parte do público alvo: adeptos do tuning e da alta velocidade. O que não se sabia na altura era que este seria o primeiro capítulo duma das mais populares franchises do cinema, com o  oitavo filme a prestes a estrear. Vin Diesel é Toretto, o carismático criminoso e protagonista da saga, Paul Walker é Bryan, o outro protagonista e, pelo meio, encontramos Michelle Rodriguez e Jordana Brewster, membros fundamentais desta família.

Velocidade Furiosa foi um grande sucesso comercial que ajudou a lançar as carreiras do seu elenco. Consegue também ser um retrato dum submundo que muitos desconhecem e que ajudou bastante para que tal êxito fosse alcançado. No entanto, o filme conseguiu chamar a atenção do público em geral, o que fez com que se tornasse um dos maiores êxitos de bilheteira do ano 2000. E como a regra de Hollywood manda, com sucesso vem sequela: Velocidade + Furiosa.

Velocidade + Furiosa

No segundo filme da saga Velocidade Furiosa, deixa-se Vin Diesel e o seu Dom Toretto para trás e a história centra-se apenas em Paul Walker e no seu Bryan. O agora ex-agente do FBI é uma estrela das corridas ilegais e, quando é preso, é-lhe oferecida uma hipótese de perdão em troca de uma nova missão: capturar um perigoso criminoso. Bryan alia-se assim a m velho amigo, Roman Pearce, e juntos tentam cumprir a missão.
John Singleton (A Malta do Bairro, Shaft) é o realizador de serviço neste Velocidade + Furiosa, onde seguimos apenas um dos protagonistas do primeiro filme. Aqui a ligação ao primeiro capítulo resume-se à presença de Walker e de uma ou outra referência aos acontecimentos passados. A acção decorre em Miami e continuamos muito presentes no submundo das corridas ilegais.

Velocidade + Furiosa é aquela sequela obrigatória, sem grande inspiração e feita quase por obrigação contractual. Singleton aqui é m simples tarefeiro, com uma realização desinspirada e com umas personagens sem qualquer tipo de desenvolvimento. Tyrese Gibson junta-se à saga e não se sai mal, Eva Mendez nada faz e Cole Hauser é um vilão demasiado simples e igual a tantos outros. Já Walker aparece sempre de sorriso no rosto, sem se esforçar minimamente e sempre pronto a atirar um ‘How do you like them apples?’.

Este segundo capítulo da saga cconsegue ser ainda mais simples que  anterior, com um argumento quase saido duma série de acção dos anos 80. Apesar do orçamento maior, o filme teve menos rendimento nas bilheteiras. Mesmo assim, ainda foi um dos sucessos no Verão de 2003, abrindo as portas a uma outra sequela, Ligação Tóquio. No entanto, como este especial vai seguir a ordem cronológica, passamos para o quarto filme, Velozes e Furiosos, que reúne o elenco original e começa a mudar a saga.

Velozes Furiosos

A última vez que vimos Bryan ele era um criminoso que se havia tornado numa estrela das corridas ilegais. Agora, Bryan está de regresso ao FBI e persegue o perigoso Braga. Quando Letty (Michelle Rodriguez) é assassinada, a sua perseguição torna-se pessoal. No entanto, depara-se com Dom Toretto, que procura vingança pela morte de Letty, sua namorada. Apesar as suas diferenças, Bryan e Toretto têm de unir esforços.
Velozes e Furiosos é o quarto filme da saga mas o terceiro capítulo na sua cronologia. O realizador Justin Lin regressa depois de Ligação Tóquio juntamente com o argumentista Chris Morgan, a dupla que rrevolucionou a saga por completo. Tal revolução tem começo aqui, quando Lin coloca o mundo das corridas ilegais mais de lado para dar espaço ao cinema de acção, com uma trama simples e vulgar para o género. Para trás começa também a ficar a simplicidade, dando lugar a cenas de acção e exageradas e recheadas de CGI, como é o caso da cena inicial, onde Dom e Letty fogem dum camião cisterna em chamas. A saga começa a ganhar contornos de super-produção e começa aqui o percurso que faz da saga o sucesso que oje é.

Velozes e Furiosos foi um enorme sucesso comercial, apesar de receber algumas das piores críticas para a saga. Para tal sucesso contribuiu o regresso do elenco original (Diesel, Walker, Brewster e Rodriguez), sendo finalmente a sequela que muitos fãs queriam ver. Apaga-se assim o fracasso de Ligação Tóquio, o filme que quase levou a saga a tornar-se num producto directo para o mercado home video.

Velocidade Furiosa 5

Depois de Dom fugir da sua sentença, a sua família (Brian e Mia) tornam-se fugitivos. Escondidos no Rio de Janeiro, ficam na mira dum perigoso lorde da droga que controla a cidade.
Justin Lin regressa à cadeira da realização para o quinto filme da saga (e o quarto capítulo), naquele que é o ponto de viragem definitivo para a franchise. Depois dos primeiros passos dados no quarto filme, aqui a saga assume-se como um filme de acção, deixando de lado o mundo das corridas ilegais (até salta por cima duma corrida do género), misturando-se aqui com o filme de golpe, quando Dom e companhia decidem assaltar o vilão, intrpretado pelo nosso Joaquim de Almeida. O resultado final é, na opinião deste escriba, o melhor filme da saga, com as doses certas de acção exagerada e desmiolada, tornando-se m blockbuster competente e divertido. A ajudar à festa é a adição de Dwayne Johnson à saga como Dobbs, o imparável agente da lei que persegue Dom e com que tem uma luta algo memorável.

 Ao quinto filme, acontece  impensável: Velocidade Furiosa torna-se num sucesso ainda maior e consegue o apoio da crítica. A saga está agora rejuvenescida e prepara-se para entrar na sua fase dourada, a nível comercial e crítico.

Velocidade Furiosa 6

Dom defronta um perigoso criminoso, um ex-militar que representa um perigo que Dom e companhia nunca conheceram. A razão: afinal Letty, namorada de Dom, está viva e o lado do inimigo.
Justin Lin regressa pela última vez à saga neste sexto filme (quinto cronológicamente) e pega na fórmula utilizada o filme anterior: corridas ilegais e tuning de lado para dar destaque ao cinema de acção. Uma vez mais, entramos o reino do exagero com as sequências de acção a requerem deixar a lógica e a inteligência de lado, num filme inferior ao seu antecessor mas que consegue ainda ser competente como blockbuster de acção.

O elenco regressa todo, com Michelle Rodriguez de volta, e juntam-se Luke Evans como o vilão Shaw, e Gina Carano como a nova colega de Dobbs (Dwayne Johnson). O sucesso é ainda maior nas bilheteiras e a crítica permanece satisfeita. No final, temos direito a ma pequena surpresa que nos leva directamente (finalmente) a Ligação Tóquio!

Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio

Chegamos finalmente ao terceiro filme e ao sexto capítulo da saga: Ligação Tóquio. Aqui seguimos Sean, um jovem americano que se recambiado para Tóquio como castigo. É então que descobre o mundo das corridas ilegais, onde encontra problemas com um criminoso local.
Ligação Tóquio marca a estreia de Justin Lin e do argumentista Chris Morgan na saga. Inicialmente pensado como um capítulo dedicado a Dom (daí a pequena surpresa no fim), tornou-se numa espécie se spin-off da saga. Han é o principal elo de ligação a futuros filmes e é  o seu destino aqui revelado que coloca este terceiro filme mais à frente na narrativa da saga, m relação aos seus três filmes seguintes (o quarto, quinto e sexto filmes acabam por ser prequelas cujo ponto de ligação dá-se o final do sexto filme). Lucas Black é o pouco carismático protagonista e o filme não quase nada à saga.

Estreado antes da reviravolta que a saga conheceria, aqui estamos perante um filme muito centrado no mundo das corridas ilegais. Lin consegue alguns momentos de acção bem conseguidos, cimentando o seu lugar na saga durante mais 3 filmes. E é a sua realização que se torna no melhor aspecto deste Ligação Tóquio. E é então que partimos para o sétimo filme…

Velocidade Furiosa 7

Dom e companhia a defrontam a fúria do irmão de Shaw (o vilão do sexto filme, interpretado por Luke Evans). Tornam-se então alvos a abater e, depois duma perda no grupo, ambos os lados procuram vingança. No entanto, este não é um vilão qualquer! Trata-se de um homem extremamente perigoso, procurado por uma agência governamental secreta que recruta o auxílio de Dom e da sua equipa. Ah, e é interpretado por Jason Statham.
James Wan (Saw; A Evocação) é o realizador escolhido para o sétimo filme da saga, continuando a centrar-se na acção e no ideal de família para Dom. O elenco regressa e a eles juntam-se Statham e o lendário Kurt Russell, que rouba todas as cenas em que aparece. De resto, este novo capítulo aparece com um orçamento ainda maior e com mais exagero. No entanto, consegue entreter e mantém a boa fé que a saga tem ganho nos últimos filmes.

Velocidade Furiosa 7 tornou-se num dos maiores êxitos de bilheteira de sempre e recebeu algumas das melhores críticas para a saga. Muito contribuiu a tragédia que decorreu durante a época de produção, onde o protagonista e uma das figuras centrais da saga faleceu: Paul Walker. Criou-se então um interesse maior em ver qual seria o destino da sua personagem e serviu também para os fãs despedirem-se do actor e de Brian, nuns minutos finais emotivos e que representam o melhor do filme, numa despedida sincera e tocante do elenco e equipa. Muito homem de barba rija verteu lágrimas com esta despedida, proporcionando ao filme uma inesperada carga dramática. Por outras palavras, Velocidade Furiosa 7 tornou-se no Titanic masculino.

Com mais de 1 bilião e meio nas bilheteiras internacionais, era óbvio que iria haver um oitavo filme, prestes a estrear. No entanto, podemos considerar este uma espécie de fim digno para a saga, mesmo com a nova trilogia a bater à porta.

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